sexta-feira, 11 de abril de 2014

Livros Que Mudaram O Mundo.

A partir do aparecimento dos seres humanos, estes registraram seus pensamentos em paredes, pedras, papiros e, depois, em livros. De vez em quando, certos livros abalam as leis sociais dominantes, transformando o modo de pensar e de agir de muitos. Atualmente, é posível não precisar comprar os livros, porque muitos estão disponíveis de graça na Internet. A lista a seguir não inclui todos os livros que abalaram o mundo, é apenas a citação de alguns títulos mais famosos.

1 – A REPÚBLICA, DE PLATÃO
Os gregos têm um lugar privilegiado na História. Por uma tendência natural do seu espírito, exploravam a filosofia, estudavam a natureza e preocupavam-se com os problemas sociais. Tudo com uma magistral simplicidade: Platão sublinhou conceitos morais e sociais apenas com diálogos entre seus contemporâneos. E as ideias dele ainda estão presentes entre nós, nos dias de hoje.











 
2 – O KAMA SUTRA, DE VATSYAYANA
O primeiro livro da História a tratar do sexo abertamente e de forma natural. Na Índia, o sexo é considerado sagrado e não uma coisa censurável, como acontece no Ocidente, devido às religiões cristãs. O livro descreve 64 práticas sexuais diferentes Contam que o seu autor, Vatsyayana, praticava a castidade, mas através da meditação, atingiu um conhecimento profundo da natureza humana.









 3 – PRINCÍPIOS MATEMÁTICOS DA FILOSOFIA NATURAL, DE ISAAC NEWTON
Através deste livro, bastante complexo para quem não tem bases nesse tipo de conhecimento, Isaac Newton revolucionou radicalmente todas as ciências de sua época. Na obra, estão os três princípios básicos da mecânica, que provavelmente você estudou ou ainda estuda: o da inércia, da dinâmica e da ação e reação.






4 – SENSO COMUM, DE THOMAS PAINE
Este livro não é muito popular no Brasil, mas é muito famoso nos Estados Unidos. Na época das monarquias e da colonização britânica, Thomas Paine começou a falar livremente sobre liberdade e tirania. Juntamente com outros autores rebeldes, como Henry Thoreau, convenceu o povo de que a Independência era uma boa ideia, criando o clima para a Revolução Americana.






5 – FOLHAS DE RELVA, DE WALT WHITMAN
Tido como um dos representantes máximos da poesia, Walt Whitman foi fundamental para quebrar barreiras dentro desse estilo. Ele livrou a poesia dos empertigados círculos acadêmicos e criou uma linguagem mais próxima de todos. Também conseguiu unir o romantismo e o realismo, originando uma poesia livre. Influenciou muita gente, desde os beatnicks até os poetas modernos.







6 – A GUERRA DOS MUNDOS, DE H.G. WELLS
Escrito em 1898, A Guerra dos Mundos deu origem ao gênero hoje denominado de ficção científica. Herbert George Wells influenciou toda uma geração, influenciando a mente de crianças que começaram a sonhar em serem cientistas, astronautas etc.






7 – A REIVINDICAÇÃO DOS DIREITOS DA MULHER, DE MARY WOLLSTONECRAFT
Essa obra, publicada em 1790, num período extremamente turbulento, devido à Revolução Francesa e aos ideais de liberdade do ser humano, construiu a base do feminismo. Nela, Mary Wollstonecraft afirmou que a mulher precisava ter direito à educação para sair de sua condição inferior, e condenou o casamento como uma forma de escravidão disfarçada. Formou, assim, ideias para acabar com a sociedade patriarcal.





8 – A ORIGEM DAS ESPÉCIES, DE CHARLES DARWIN
Numa época como a atual, na qual o ateísmo está crescendo muito, este é o livro de cabeceira de muitos cientistas e pensadores. Na época de Darwin, a religião católica (que dominava o mundo com seus dogmas) eram criacionistas, ou seja, afirmavam, fanática e irredutivelmente, que o mundo foi criado por Deus em 6 dias, como diz a Bíblia. O livro de Darwin transformou-se então em um dos mais terríveis “inimigos” da igreja católica, já que provou, indiscutivelmente, que os organismos evoluem, através de milhões de anos e se transformam em outros. Expressões tão usadas atualmente, como “seleção natural”, se devem a Darwin. A Origem das Espécies é, sem nenhuma dúvida, um dos mais importantes e significativos livros científicos da História da Humanidade.



9 – PÉ NA ESTRADA, DE JACK KEROUAC
Este, sem dúvida, é um clássico que marcou toda uma geração. Ainda lido por muitos “alternativos”, On The Road (título original) foi o livro base da geração hippie e beatnick, das décadas de 50 e 60, no mundo inteiro. Essa geração marcou o começo de uma contracultura cujas ideias perduram até hoje. Além da importância histórica, uma curiosidade: o livro foi escrito em apenas três dias.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

A cor e o seu humor

Já está mais do que provado que a cor dos ambientes nos afeta diretamente influenciando nosso humor (para bom ou para mal…). Testes realizados nos EUA concluíram que algumas cores, por exemplo, auxiliam na memória e na criatividade, como é o caso do vermelho e do azul respectivamente.
Aliás, os americanos levam isso tão a sério que celas de algumas penitenciárias são pintadas de rosa por ser uma cor que acalma o indivíduo.

No estudo das cores, o amarelo é uma das cores calmante. Suas tonalidades lembram o sol e por isso o otimismo está relacionado ao ambiente onde há predominância desses tons.
O branco simboliza paz, limpeza e organização. Porém, ambientes predominantemente brancos tendem a ser monótonos e entediantes.
Já o azul representa harmonia e tranquilidade. Essa é outra cor com efeitos relaxantes e calmantes e por isso, muitas vezes apreciadas em hospitais e centros cirúrgicos quando empregadas em tons claros da cor.

Geralmente relacionado à natureza o verde representa saúde em abundância e fica muito bem quando usados em ambientes de convivência como salas e quartos.
Com certeza as cores mais energéticas são o vermelho e o laranja. O Vermelho é indicado para escritórios, pois aumentam a capacidade de foco e memória das pessoas. São cores vibrantes como o laranja ficam excelentes em áreas de lazer e cozinhas, pois trazem sensação de energia imediata ao usuário da casa.
Já o roxo que é a cor ligada à sabedoria nos remete a espiritualidade. Utilizado em tons suaves são gostosos até no quarto de dormir.
O preto é uma cor (ou ausência dela) que sempre fica elegante e nos traz a sensação de glamour quando usado com moderação. Combina bem com brancos e marrons tornando o ambiente requintado passando a sensação de requinte.
E você? Já sabe qual a cor que mais te agrada dentro de casa?

Arroba e &: Você Sabe A Origem Destes Símbolos?

Na Idade Média, os livros eram escritos pelos copistas à mão. Precursores da taquigrafia, eles simplificavam o trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios, por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido (tempo era o que não faltava naquele tempo). O motivo era de ordem econômica: tinta e papel eram caríssimos. Foi assim que surgiu o til (~), para substituir uma letra (um “m” ou um “n”) que tornava nasal a vogal anterior. Um til é um “enezinho” sobre a letra, pode olhar.
O nome espanhol Francisco (que também era escrito “Phrancisco”) ficou com a abreviatura “Phco.” e “Pco”. Daí foi fácil todo Francisco ganhar, em Espanhol, o apelido de “Paco”.
Os santos, ao serem citados pelos copistas, eram identificados por um acontecimento significativo em suas vidas. Assim, o nome de São José aparecia seguido de “Jesus Christi Pater Putativus”, ou seja, o “Pai Putativo (suposto) de Jesus Cristo”. Mais tarde, os copistas passaram a adotar a abreviatura “JHS PP” e, depois, somente “PP”. A pronúncia dessas letras, em sequência, explica porque José em Espanhol tem o apelido de “Pepe”.
Já para substituir a palavra latina et (e), os copistas criaram este símbolo, que é o resultado do entrelaçamento dessas duas letras: &. Esse sinal é popularmente conhecido como “e comercial” e. em Inglês, tem o nome de “ampersand”, que vem do “and”  (“e” em Inglês) + “per se” (do latim por si) + “and”.
Com o mesmo recurso do entrelaçamento de duas letras, os copistas criaram o símbolo @ para substituir a preposição latina “ad”, que tinha, entre outros, o sentido de “casa de”. Veio a imprensa, foram-se os copistas, mas os símbolos @ e & continuaram a ser usados nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de unidades da mercadoria e o preço. Por exemplo: o registro contábil “103″ significava “10 unidades ao preço de 3 libras cada uma”. Nessa época o símbolo @ já ficou conhecido como, em inglês como “at” (“a” ou “em”).
No século XIX, nos portos da Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a indústria procuravam imitar as práticas comerciais e contábeis dos ingleses. Como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses atribuíam ao símbolo @ (“a” ou “em”), acharam que o símbolo era uma unidade de peso. Para esse entendimento contribuíram duas coincidências:
1 - A unidade de peso dos espanhóis, na época, era a arroba, cujo “a” inicial lembra a forma do símbolo.
2 - Os carregamentos desembarcados vinham frequentemente em fardos de uma arroba. Dessa forma, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registro de “10@£3″ assim : “dez arrobas custando 3 libras cada uma”. Então o símbolo @ passou a ser usado pelos espanhóis para significar arroba.
A palavra “arroba” vem do árabe “ar-ruba”, que significa “a quarta parte”. Uma arroba (15 kg em números redondos) correspondia a ¼ de outra medida de origem árabe, o “quintar” (o quintal), equivalente a 58,75 kg.
As máquinas de escrever, na sua forma definitiva, começaram a ser comercializadas em 1874, nos Estados Unidos (O escritor Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar seus originais datilografados). O teclado tinha o símbolo @, que sobreviveu nos teclados dos atuais computadores.
Em 1971, ao desenvolver o primeiro programa de correio eletrônico (“e-mail”), Roy Tomlinson aproveitou o sentido @ (“at”), disponível no teclado, e utilizou-o entre o nome do usuário e o nome do provedor. Assim, “fulano@provedor X” ficou significando “fulano no provedor X”. Em diversos idiomas, o símbolo @ ficou com o nome de alguma coisa parecida com sua forma. Em Italiano, chama-se “chiocciola” (caracol), em Sueco “snabel” (tromba de elefante) e, em Holandês, “apestaart” (rabo de macaco). Em outros idiomas, tem o nome de um doce em forma circular: “shtrudel”, em Israel, “strudel”, na Áustria e “pretzel” em vários outros países europeus.
(Do livro: “A Casa da Mãe Joana”  de Reinaldo Pimenta – Editora Campus)

Como as formigas conseguem carregar tanto peso?

O comprimento das formigas varia de 1,6 mm a quase 5 cm. A maioria das espécies são vermelhas, negras, marrons ou amarelas, mas existem algumas verdes ou de um azul metálico. E, como outros insetos, elas têm seis patas. Os corpos se dividem em três segmentos distintos: cabeça, tórax e abdômen. Ao contrário de outros insetos, as formigas têm antenas articuladas (e não retas ou recurvas), e um pedicelo, um estreitamento do corpo entre o tórax e o abdômen. O bucho, um órgão localizado no abdômen, é usado para armazenar comida, que mais tarde pode ser regurgitada para alimentar outros membros da colônia.
A maioria das formigas têm corpos lisos, ainda que algumas apresentam projeções espinhosas. As formigas têm fortes mandíbulas adaptadas para matar, esmagar, mastigar, cortar ou dilacerar, dependendo da espécie e daquilo que ela coma. Algumas espécies de formigas dispõem de glândulas que produzem ácido fórmico, um forte ácido que pode ser lançado contra inimigos, causando queimadura ou coceira. Muitas formigas dispõem de ferrões que contêm veneno, e algumas, como a formiga lava-pés e a colheitadeira, podem infligir picadas dolorosas e ocasionalmente fatais aos seres humanos e outros animais. Formiga

Por que as formigas têm cinturas finas?

As formigas têm cinturas finas para que possam mover as porções separadas de seu corpo com mais liberdade em passagens estreitas. Isso permite que elas se contorçam em diferentes direções, característica importante para o movimento em um formigueiro.
Elas têm três porções principais de corpo: cabeça, tronco e o abdômen. Os olhos, antenas e mandíbulas da formiga ficam em sua cabeça.
Afixadas ao tronco, existem seis pernas segmentadas. Cada perna dispõe de um pé com duas garras. As garras se aferram à terra, cascas de árvore ou folhas, de modo que as formigas podem caminhar, galgar e escavar rapidamente. As formigas também são fortes. Muitas delas são capazes de erguer pesos 50 vezes superiores aos de seus corpos.
O abdômen tem duas partes – a cintura e o gáster. Os órgãos que cuidam da digestão, da eliminação de dejetos e da reprodução ficam no gáster. Algumas espécies de formigas têm um ferrão no extremo do gáster como defesa contra outros insetos.

Onde vivem as formigas?

Existem cerca de 10 mil espécies de formigas. Por isso, não surpreende que as formigas, como milhões de outros insetos sociais, vivam em todo o mundo, exceto nas regiões mais frias. De fato, as áreas com climas mais úmidos e quentes abrigam o maior número de formigas e outros insetos.
As florestas tropicais apresentam grande riqueza de insetos. Se todos os animais que habitam a selva amazônica fossem pesados, muitos cientistas acreditam que formigas e cupins responderiam por um terço do peso total.
As formigas apresentam forte capacidade de sobrevivência. Elas apresentam diferentes formas de vida que permitem que vivam em diferentes habitats. E seu pequeno tamanho lhes torna fácil encontrar alimento e abrigo.


Sentidos
O sentido mais desenvolvido da formiga é o do faro. As formigas dispõem de glândulas abdominais que excretam diversos feromônios, substâncias químicas que causam reações específicas da parte de outros indivíduos. Os feromônios atuam como alarme, como forma de atração sexual e como marcadores de caminhos, e ajudam indivíduos a se reconhecer. As formigas têm um senso bem desenvolvido de paladar, e são capazes de distinguir entre sabores amargos, doces, azedos e salgados. Elas também têm um senso de tato desenvolvido. Os receptores tácteis se localizam nos pés e nos pêlos da perna. As antenas são usadas para determinar cheiro e sabor, e para tocar objetos.
Algumas espécies de formigas apresentam olhos compostos e visão bem desenvolvida, enquanto outras têm olhos simples que só podem distinguir entre claro e escuro. Existem algumas espécies de formigas cegas.

Por que o personagem da caixa de cereal está sempre olhando para baixo? MARKETING ou PSICOLOGIA?

Um estudo realizado pela Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, analisou 65 marcas de cereais para descobrir se as pessoas e personagens que aparecem nas embalagens influenciam no comportamento dos consumidores. Os resultados da pesquisa  apontam que os cereais para crianças são dispostos nas duas prateleiras inferiores que ficam a cerca de 60 centímetros do chão, enquanto os produtos feitos para adultos ficam nas duas prateleiras superiores a uma média de 1,20 metros de altura.
Eles encontraram nos estudos é que as embalagens de cereais para crianças usam personagens cujos olhos estão em um ângulo médio de 9,6 graus para baixo – que é suficiente para fazer com que o personagem e a criança tenham contato visual. As figuras que aparecem nas embalagens para adultos olham praticamente reto, buscando também o contato visual.

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A influência e o comportamento

Mais do que entender quais são os mecanismos das empresas ao criar e expor seus produtos, os pesquisadores tinham como principal objetivo determinar se esses recursos causavam algum tipo de influência no comportamento dos consumidores.
Então, após analisar as embalagens e identificar as estratégias das empresas, os pesquisadores realizaram um segundo estudo para determinar os sentimentos e a conexão que os consumidores demonstravam com relação a cada marca.
Nesta etapa, os participantes precisavam dar uma nota para a confiança e a conexão que sentiam com o produto. Para isso, os pesquisadores mostraram aleatoriamente duas versões de uma embalagem: em uma delas o personagem (que era um coelho) estava olhando para a frente e na outra ele olhava para baixo.
Os resultados mostraram que a confiança na marca era 15% maior e o sentimento de conexão era 28% mais alto quando o participante estabelecia contato visual com o personagem. Além disso, quando existia contato visual, os voluntários afirmavam gostar mais do cereal do coelho (que se chama Trix) do que de outros cereais.
Isso nos mostra que, independente da idade do consumidor, o contato visual com as pessoas ou personagens que aparecem nas embalagens aumentam os pensamentos positivos com relação ao produto e influenciam diretamente na escolha do consumidor.
E você, caro leitor, o que acha do uso desse tipo de recurso por parte das empresas que desenvolvem produtos para crianças e adultos?
Fonte Megacurioso /Food Psychology

terça-feira, 8 de abril de 2014

O Resfriado!

Espirros, garganta arranhada, nariz entupido - todos sabem os primeiros sinais de um resfriado, provavelmente a doença conhecida de maior incidência. Embora o resfriado comum seja geralmente leve, com sintomas durando uma ou duas semanas, nos Estados Unidos ele é a principal causa de visitas a médicos e faltas à escola e trabalho.

O problema

Resfriados são predominantes em crianças, e parecem estar relacionados à relativa falta de resistência a infecções nos mais jovens e ao contato com outras crianças em creches e escolas. Crianças têm em torno de 10 resfriados ao ano. Em famílias com crianças na escola, o número de resfriados por criança pode chegar a 12 por ano. Os adultos têm em média de dois a quatro resfriados por ano, embora essa faixa varie muito. Mulheres, especialmente entre os 20 e 30 anos de idade, têm mais resfriados do que os homens, provavelmente por causa do contato mais próximo com crianças. Na média, pessoas com mais de 60 anos têm menos de um resfriado por ano.
O impacto econômico do resfriado comum é enorme. O National Center for Health Statistics (NCHS) estima que, em 1996, 62 milhões casos de resfriado comum nos Estados Unidos precisaram de atenção médica ou resultaram em restrição de atividades. Em 1996, resfriados causaram 45 milhões de dias de restrição de atividades e 22 milhões de dias perdidos em escolas, de acordo com a NCHS.

As causas do resfriado

Os vírus. Mais de 200 vírus diferentes são conhecidos por causar os sintomas do resfriado comum. Alguns, como rhinovirus, raramente produzem doença séria. Outros, como parainfluenza e vírus respiratório sincicial, produzem infecções leves em adultos, mas podem precipitar infecções respiratórias severas em crianças pequenas. Estima-se que o rhinovirus (do grego rhin, significando “nariz”) cause de 30 a 35% de todos os resfriados em adultos, e são mais ativos no começo do Outono, Primavera e Verão. Mais de 110 tipos distintos de rhinovirus foram identificados. Esses agentes desenvolvem-se melhor em 33 graus Celsius, a temperatura da mucosa nasal humana.
Acredita-se que coronavirus são responsáveis por uma grande porcentagem de todos os resfriados em adultos. Eles causam resfriados principalmente no Inverno e começo da Primavera. Das mais de 30 linhagens isoladas, 3 ou 4 infectam humanos. A importância do coronavirus como agente infeccioso é difícil de verificar porque, diferente do rhinovirus, eles são difíceis de desenvolver em laboratório.
Aproximadamente de 10 a 15% dos resfriados em adultos são causados por vírus que também são responsáveis por outras doenças mais severas: adenovirus, coxsackievirus, echovirus, orthomyxovirus (incluindo vírus Influenza A e B), paramyxovirus (incluindo vários vírus parainfluenza), vírus respiratório sincicial e enterovirus.
A causa de 30 a 50% dos resfriados em adultos, presumidamente viral, permanece sem ser identificada. Os mesmos vírus que produzem resfriados em adultos parecem causar a doença em crianças também. A importância relativa dos muitos vírus em resfriados pediátricos, porém, ainda não é clara por causa da dificuldade em isolar a causa precisa dos sintomas em estudos de crianças com resfriado.
A temperatura fria causa resfriado? Embora muitas pessoas estejam convictas que o resfriado é resultante de exposição ao frio, a National Institutes of Allergy and Infections Diseases garante que isso tem pouco ou nenhum efeito na desenvolvimento ou severidade do resfriado. Tão pouco, a susceptibilidade aparenta não estar relacionada a fatores como exercício físico, dieta ou amídala expandida ou adenóide. Por outro lado, pesquisas sugerem que fatores como estresse psciológico, desordens alérgicas que afetam as passagens nasais ou a faringe, e ciclo menstrual, podem tem impacto na susceptibilidade das pessoas a resfriados.

Como os vírus de resfriado causam a doença

Vírus causam infecção ao sobrepujar o complexo sistema de defesa do organismo. A primeira linha de defesa do corpo é o muco, produzido pelas membranas no nariz e garganta. Muco captura o material que inalamos: pólen, poeira, bactérias e vírus. Quando um vírus penetra o muco e entra numa célula, ele comanda o máquina de produção de proteína para fazer um novo vírus, o qual, por sua vez, ataca as células vizinhas.
Sintomas do resfriado: o primeiro ataque do corpo. Os sintomas do resfriado são provavelmente os resultados da resposta do sistema imunológico à invasão viral. Células infectadas por vírus no nariz enviam sinais que recrutam células brancas especializadas para o local da infecção. Por sua vez, essas células emitem uma gama de químicos do sistema imunológico, os quais provavelmente levam aos sintomas do resfriado ao causar inchaço e inflamação das membranas nasais, vazamento de proteínas e fluidos dos capilares e vasos linfáticos, e elevação da produção de muco.

Como o resfriado é disseminado

Dependendo do tipo do vírus, qualquer um ou todos os caminhos abaixo podem disseminar o resfriado:
  • Tocar nas secreções respiratórias infecciosas na pele e em superfícies no ambiente, e então tocar nos olhos ou nariz.
  • Inalar partículas relativamente grandes das secreções respiratórias transportadas pelo ar.
  • Inalar gotas de Pflugge: partículas infecciosas menores suspensas no ar por períodos de tempo mais longos.

Pesquisa sobre a transmissão do rhinovirus

Muitas da pesquisas sobre a transmissão do resfriado comum tem sido feitas com rhinovirus, o qual é encontrado em maiores concentrações nas secreções nasais. Estudos sugerem que uma pessoa está mais propensa a transmitir o rhinovirus do segundo ao quarto dia de infecção quando a quantidade de vírus na secreção nasal é maior. Pesquisas também têm mostrado que o uso de aspirina para tratar resfriado aumenta a quantidade de vírus eliminado nas secreções nasais, o que possivelmente faz a pessoa com resfriado mais perigosa para os outros.

Prevenção de resfriados

Lavar as mãos é a forma mais simples e eficiente de não contrair resfriado pelo rhinovirus. Não tocar no nariz e olhos é outra. Indivíduos com resfriado sempre devem espirrar ou tossir em lenços descartáveis e depois jogá-los fora. Se possível, deve-se evitar exposição próxima e prolongada a pessoas resfriadas. Uma vez que o rhinovirus pode sobreviver até 3 horas fora das passagens nasais sobre objetos e pele, limpar as superfícies do ambiente com desinfetantes que matam vírus poderia ajudar a prevenir o alastramento da infecção.
Uma vacina para resfriados? O desenvolvimento de uma vacina que poderia prevenir o resfriado comum alcançou um impasse devido à descoberta de muitos vírus de resfriado diferentes. Cada vírus carrega seus próprios antígenos específicos, substâncias que induzem a formação de proteínas protetoras específicas (anticorpos) produzidas pelo corpo. Até que seja encontrado um meio de combinar muitos antígenos virais em uma vacina, ou de aproveitar as relações cruzadas que existem entre os antígenos, a probabilidade de uma vacina é remota. Evidência que mudanças acontecem nos antígenos dos vírus do resfriado comum também complica o desenvolvimento de uma vacina. Tais mudanças ocorrem em alguns antígenos do vírus influenza o que torna necessário alterar a vacina cada ano.
Bom, Depois de Tudo isso, acho melhor parar para tomar um suquinho de laranja.
Até a Próxima!

SOLUÇO O QUE É?

Hoje mesmo no período da manhã estive com soluços. E fiquei pensando, O QUE É SOLUÇO? Rapidamente pesquisei no tão acessado “oráculo” e eis que risco essa dúvida.
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O soluço resulta de um estímulo involuntário de músculos relacionados com a respiração, principalmente o diafragma (calota muscular que divide o tórax do abdômen), levando a uma inspiração rápida e curta, não sincronizada com o ciclo respiratório.
Na grande maioria das vezes o soluço causa não mais do que um desconforto com duração de poucos minutos. No entanto, certas vezes, os soluços podem permanecer por várias horas ou dias, levando a busca de atendimento médico.
Não há riscos conhecidos relacionados à permanência dos soluços, mesmo por grandes períodos de tempo.
Apesar de não haver um mecanismo conhecido para o início de um episódio de soluço, certas situações são descritas como causas corriqueiras de soluço.
Alguns exemplos são:
  1. distensão gástrica pela ingesta de bebidas com gás;
  2. deglutição de ar ou alimentação em grande volume;
  3. mudanças súbitas de temperatura de alimentos ingeridos ou mesmo da pele (sauna-ducha gelada),
  4. Gargalhada.
Situações de soluços persistentes ou recorrentes já foram relacionadas a mais de uma centena de causas.
  • Causas neurológicas:
    Traumatismo (acidentes de carro), acidente vascular cerebral (“derrame”), tumor cerebral.
  • Causas metabólicas:
    Insuficiência renal com altos níveis de uréia sangüínea, respiração rápida levando a diminuição de dióxido de carbono no sangue, excesso ou falta de íons (K, Na, por exemplo).
  • Estímulo direto ao nervo vago:
    Objetos acidentalmente introduzidos no ouvido, aumento da tireóide, tumores no trajeto do nervo vago na cabeça, pescoço, tórax ou abdômen, pneumonias, infarto, esofagite, hepatites e pancreatites.
  • Causas cirúrgicas:
    Anestesia geral e estado pós-anestésico.
Muitas vezes a causa do soluço não pode ser descoberta.
Como se trata?
Algumas manobras podem ser úteis na resolução de quadros agudos e benignos de soluço. Entre elas estão a tração da língua, elevação da úvula (“sininho” da garganta) com uma colher, ingesta de uma colher de açúcar, trancar a respiração, assoar o nariz, dobrar as pernas sobre o abdômen, inspiração rápida (como ocorre quando levamos um susto) e alívio da distensão abdominal por eructação (arroto) ou sonda nasogástrica.

Quando o soluço chega a motivar procura de assistência médica, geralmente já está presente há pelo menos várias horas ou dias. Nesse caso, as causas acima mencionadas de soluço persistente devem ser investigadas.
A ordem da investigação será orientada pela presença ou não de sintomas concomitantes ao soluço que possam indicar uma causa.
A avaliação inclui um exame neurológico detalhado, seguido de exames básicos de sangue e radiografia de tórax. Não sendo encontrada a causa e permanecendo com o sintoma, a avaliação prossegue com tomografias de crânio, tórax e abdômen, ecocardiografia, broncoscopia e endoscopia digestiva.

Se uma causa é descoberta, o tratamento deve ser direcionado à causa. Se não é descoberta ou se o tratamento não é possível, certas medicações, geralmente de natureza sedativa podem ser usadas. Pela sua natureza, essas medicações sempre exigem avaliação específica do caso em questão e prescrição médica.

Fonte: http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?399